quinta-feira, 19 de março de 2009

Não posso ser Diplomata!

Começarei esse texto com uma frase antiga: “si vis pacem para bellum”(“se queres paz prepare-se para a guerra”).

Muitos podem está pensando, pô, Delson se tornou xiita e quer disseminar a briga discórdias. Pois, ainda isso não Kkkk... Sou PACIFICADOR, sim, gosto de paz e gosto de ver as pessoas em paz e amor fraterno e todas as outras ramificações de amor. Por isso prego o Evangelho de Cristo Jesus!

Tem pessoas que trocam amor com muitas outras coisas, e não sabem o limite e barreiras a serem observados quando a linha da vida, respeito e os limites em gerais. Amar para muitos é andar de mãos dadas, dar flores, declarar sempre tais sentimentos, mas, o amor não está neste limite. Posso te amar sem nunca ter te visto, ter te tocado; posso te amar sem fazer muitas vezes o que você quer ou deseja; posso te amar até mesmo sem demonstrar nenhum amor que seja uma prova de “amor” para muitos.

Ficou um pouco complicado, né?

O amor não é algo sondável, palpável, algo que se diga pô, ele ou ela mim ama por que mim deu um rim. Posso fazer tudo isso sem ter amor, pode ser somente uma forma de promoção, mas, pelo conceito que temos sobre amor, essa atitude minha, para você seria amor!

Jesus ama e ama de formas estranhas de amar. Algumas atitudes de Jesus para nosso conceito de amor são ordinárias e até podemos caracterizar como dês-amor. É, isso mesmo. Veja a atitude de Jesus com a família de Maria irmã de Lázaro em João 1 : 1-7 :

1 Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta.

2 E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.

3 Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu AMAS.

4 E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.

5 Ora, Jesus AMAVA a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.

6 Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.

7 Depois disto, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.

Veja também esse texto em Marcos 10:

17 E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

18 E Jesus lhe disseram: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.

19 Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe.

20 Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade.

21 E Jesus, olhando para ele, o AMARA e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.

22 Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades.

Ambos os textos expressam que Jesus amava e amou, tanto a família de Lázaro e o Jovem Rico.

Para nossa concepção de amor, isso estaria errado, pois, para nós, amar é fazer tudo que os outros querem. Jesus não, Ele sabe que o limite do amor está em outros fundamentos. Jesus sabia que Lázaro iria morrer, mas a morte para Ele não nada, só mais um ciclo da vida. Jesus também não bajulou o Jovem Rico por ser rico, e nem implorou para que o mesmo se arrependesse, pois, quem estupra a privacidade de decidir dos outros nunca amou, pois, o amor não escraviza, e sim liberta!

Se fôssemos nós, iríamos correndo na casa de Lázaro para curá-lo e não deixar ele morrer, pois, para nós amor escraviza ao ponto de ser devedor de outrem. Se fôssemos nós, o Jovem rico nunca iria embora, pois, o bajularíamos para que o mesmo se arrependesse mesmo ele não querendo e faríamos de tudo para facilitar o Caminho dele. Mas, Jesus não!

Amor está além da diplomacia! Quem ama deixa que os outros decidam por si só e vivam sua vida. Quem ama não faz todas as vontades, pois, irá tornar as pessoas em uma espécie de síndrome de down, e se tornando escravos dos outros em horas inconvenientes.

Não gosto de diplomacia. Ninguém consegue agradar a todos ao mesmo tempo, nem Jesus conseguiu isso!

Não gosto de diplomacia, pois, quem mim ama, ama por que falo a verdade e não por que agrado a todos!

Não gosto de diplomacia, pois, se não, ficarei escravo dela mesma, não tendo assim minhas opiniões e pensamentos!

Não gosto de diplomacia, pois, se não, não viverei, mas, viverei para agradar a gregos e troianos!

Conheço diversas pessoas que são assim. Nunca viveram, sempre pensando em agradar A ou B, perdendo a alma a cada dia e angustiando-se sem saber falar não as pessoas, e se remoendo de raiva de si mesmo por ser tão covarde assim.

Conheço diversas pessoas que em um grupo querem agradar a todos sem ater que isso acabará jogando todos contra ele mesmo, pois, assim como ele mim diz sim ou que pedi, ele dirá sim ao que outro pediu, e no fim, só poderá satisfazer a um.

Por isso não gosto de diplomacias. Isso acaba com as pessoas, reinos e o mundo.

Não sou a ONU!

Tenha suas opiniões, mesmo que divirjam de todos. Mas seja você, mesmo que só agora!

Ainda a chance de recuperar a sua alma, aproveite quanto ainda tem tempo, mesmo que isso traga guerras e conflitos onde você passar. Mas, saiba muitas pessoas aprenderá com você e crescerá. Muitas coisas mudarão no mundo por sua causa. Mesmo que em um mundo pequeno!

Não morra frustrado (a) por suas opiniões não serem suas, sua vida não ser a sua, e você não ter sido você até hoje. Mostre que você pensa, e tem boas opiniões e é humano a ponto de pensar e agir, escolher e ser o que você idealizou para você ser!

Muita Paz de Cristo Jesus em todos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Odeio a “PORRA” do politicamente correto e do Moralismo!

Alguns, depois desse título, vão desistir de ler, outros lerão com curiosidade, outros com crítica.
No mínimo, o texto ficará esquecido. Somente a “PORRA” será lembrada para ser comentada depois!
Mas, se eu estivesse escrito assim: ” Odeio a “COISA” do politicamente correto e do Moralismo, ou Odeio a “BENÇÃO” do politicamente correto e do Moralismo. Talvez seria mais bonito, ou politicamente correto.


Qual diferença tem a “PORRA” da “BENÇÂO” ou da “PORRA” para “COISA”? Nada no significado da expressão, só a roupagem que se dá para que as pessoas lendo não tenham uma má impressão de mim, ou de você. Pois, os moralista vão dizer: “Porque Jesus não falou assim, ou que é uma palavra torpe!”

Jesus chamou os fariseus de raças de víboras. Ele poderia ter dito: Raças de abençoados. Mas não o disse.

O dicionário Aurélio diz:

PORRA
(ô) [De porro.]

Substantivo feminino.
1.Ant. Clava com saliência arredondada num dos extremos.
2.Chulo O pênis.
3.Bras. S. Chulo V. esperma.
Interjeição.
4.Bras. Chulo Exprime enfado, impaciência, desagrado, etc. [Var. (eufemicamente apocopada), nesta acepç.: pô.]


Usei a “PORRA” para designar uma impaciência/desagrado meu ao que se refere ao assunto abordado.
O problema que torpe não é a palavra que se diz, mas que o individuou quer dizer do outro! Como assim?
Posso te chamar de benção e a intenção é descarado, filho de qualquer coisa e etc. Vemos sempre isso: “O irmão é uma benção”. Mas essa benção pode ter outra conotação torpe!
Tudo está na força da palavra e a intenção de matar que ela carrega em si.

Por que não gosto do Politicamente correto?

Por causa da cauterização farisaica que isso cria nos individuous. O cara prefere o mais belo mentiroso do que o mais feio verdadeiro! Fantasia o mundo, as palavras, as músicas, as roupas, a Vida em si.
Jesus nunca foi politicamente correto. Quando era para falar que um de vós é diabo, era diabo, não era abençoado! Quando era para falar da hipocrisia dos religiosos fariseus Ele falava.
Ele não media as palavras para tais anúncios, não bajulava ninguém. Tendo em vista que politicagem é coisa pra Herodes e César. Só age assim quem quer ser bem visto pelo povo e sentir-se acolhido pela multidão.
Jesus quando tem que falar, ele fala. Mesmo que não fique ninguém com ele. Ele ainda pergunta aos que ficaram: “Vocês não querem ir também?”
Mas a religião ensina a ser político, e não ser você. Sua alma vai se desviando da verdade, mesmo você falando coisas bonitas que parecem verdade. E um dia você verá que nada disso foi Evangelho, e sim Religiosidade enganosa e lasciva!


Por que não gosto do Moralismo?

Você pode me perguntar: Como você vivi sem moral?

Pois é. Aí lhe pergunto, você vive com a moral, na legalidade total e plena? Claro que não! Você vive na moral do flagrantes! Como assim?
Ninguém vive plenamente nenhuma Lei. Seja ela, a de Moisés, ou a do seu País!
Aí você pode dizer, mas, eu vivo sim. Direi que é mentira sua!
Vou só dá um exemplo básico.

Leia depois a Constituição, Capitulo V(5), sobre crimes ao Meio Ambiente. Fauna e Flora.

Coisa simples. Você já criou Jabuti(tartaruga para alguns) em casa?
Isso é crime previsto detenção de seis meses a um ano, e multa!

Você já criou passarinho em casa? Também é crime!
Você já pisou no gramado do parque? Isso também é crime!
Você já cortou uma planta ou árvore sem pedir autorização do IBAMA? Isso é crime!

Ou seja. Só com esses exemplos bestas você já vê que não é tão moralista assim?
O problema ta no flagrante. Ou seja, você vai dizer que não mata, não rouba, não furta, não apedrejar prédios Públicos e etc. Só coisas que possa lhe levar ao flagrante.

Assim do mesmo jeito na Lei bíblica. Ninguém rouba, nem mata, nem adultera. Só os flagrantes. Mas, “ninguém” ama a Deus sobre todas as coisas, pois, se amasses-mos, fariamos tudo para Ele, o que não acontece com ninguém que seja humano.

Ninguém ama ao seu próximo como a si mesmo, pois, assim compraria aquela roupa maneira pra ele também.

O negocio ta no flagrante, mas, na realidade ninguém vive Lei nem Moral nenhuma.

Aí o que vemos é um monte de gente que quer pousar de bonzinho exteriormente falando. Vivendo na intenção do outro. Fazendo de tudo para não ser pego em flagrante. Aí diz: “Não vou beber, porquê se fulano me ver, vai mim condenar!” Não vou comer por causa de sicrano e etc.

Acaba esse individuou não sendo ele, mas, sendo aquilo que os outros querem que ele seja! Não pensa, os outros pensam por ele. Ele não faz as coisas que gosta mais, pois, a galerinha vai julgá-lo e ele não será mais aceito na irmandade dos aparente santos do pau-oco.

Mas no fundo, a Deus ninguém quer agradar. Erram dentro dos corações, o qual só Deus sabe e vê.
Jesus falou que o adultério começa no coração e não na cama. Mas, para os Moralista o importante é ninguém me pegar na cama com outro(a). Assim continuarei santo por fora e demônio por dentro. Deus que se exploda. Quero mesmo é ser o que a massa pede!


Eu particularmente, vivo no bom senso. No que me convêm ou não convêm. Pois, todas as coisas me são licitas, e escolherei a melhor para minha vida, seja ela mental, física ou espiritual.


Isso tudo te deixa em um estado de boneco-babaca. Você um dia se sentirá frustrado por somente está fazendo os que os outros mandam. Você vai viver as experiência dos outros, nunca as suas!

O que posso lhe dizer, é: Viva com a MENTE DE CRISTO, no EVANGELHO. Nele você terá toda a liberdade de escolha, pois, não somos mais meninos, mas, adultos em Cristo Jesus.

No mais, o Politicamente correto é para pessoas que gostam de mostrar aparências exteriores, mas dentro, são grandes sepulturas caiadas. Os Moralistas, são doentes em si mesmo por dentro, e cumpre-se neles as palavras de Jesus: “Faça os que eles mandam, mas, não façam o que eles fazem”, “pois, colocam cargas nas coisas das pessoas, mas, nem só os dedos eles carregam nada”.

A única coisa que Jesus pediu é que você seja você mesmo. Só isso. Pois, Ele te amou assim, e te comprou assim!

Sei que é difícil se livrar de tal condenação, mas, se não se livrar a tempo, talvez não tenha tempo de se livrar. E sentir arrependimento quando perceber que você só foi um grande moralista e que usou de política a vida toda, sem menos ter experimentado a experiência ser você mesmo e o amor de Deus. Esse amor, que traz PAZ, e não condenação e julgamento. Pois, o Seu julgo é suave, e seu fardo é leve.

Se você não tem se sentido assim. Analise-se a si mesmo, e veja se você está com o Jesus da religião, ou com o Jesus do Evangelho. Pois, o do Evangelho, é aquele o qual me livrou do Moralismo e da Lei, a qual só nos fazia mau.

Muita Paz no coração em Cristo, o Príncipe da PAZ.

Delson Santana

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O grito surdo do Protestantismo!



Tudo começou com um grito que até hoje ecoa em muitos corações.
É chegado o Reino dos Céus! Esse é o grito de vida que preenche o coração
daqueles que pregam e ama o Evangelho!

Esse grito se ouviu em Israel, e alguns anos depois em Roma.
Nosso Senhor Jesus, orientou seus discípulos a pregarem por todas as nações, tudo aquilo que Ele tinha ensinado, e tudo que eles tinham visto e ouvido. Os discípulos logo obedeceram a essa ordem, anunciando assim o Evangelho.

O Evangelho era simples e singelo, pregado a todos os homens, trazendo assim ao arrependimento, e reconciliação com Deus.

O papel do Evangelho é reconciliar o homem com Deus (Pai), através da morte de Jesus Cristo na cruz. Trazendo assim Paz, e certeza de sua Salvação.

O Evangelho se tornou avassalador, e perigoso para muitos que se achava donos do mundo e de Deus. O Evangelho crescia rapidamente, muitas pessoas aceitavam de bom grado a pregação da fé. Isso fez com que muitos se aborrecessem com a situação, pois tinham medo de uma grande revolução.
Além das perseguições religiosas judaícas, tinha também os pagãos que se sentiam ameaçados com a pregação do Evangelho, o qual não era mais uma religião, culto, doutrina, mas um poder miraculoso de transformação através de algo simples chamado fé na justificação e perdão de Deus aos homens.

Para os judeus, a sua religião era singular e proselitista, pois os mesmos tinham a “certeza” de que o Deus que fez todas as coisas era só deles, e fora deles não existia Deus. Como se Deus fosse de alguém! Para os judeus, o Evangelho era um perigo para suas Leis, que não justificava ninguém, mas os faziam se sentirem donos da vinha. Eles não observavam a Lei, pois se observassem a Lei, entenderiam quem era Jesus Cristo.

Para os pagãos, era uma inteira ameaça. Pois esse Evangelho ou Boas novas era muito simples, mas muito eficaz. Enfatizava uma comunhão com o Deus supremo, algo que relativamente era anormal para eles, pois eles só viviam de mitologias, e distancia cultual dos seus deuses. Esse evangelho prometia vida eterna gratuitamente, através da Justificação do próprio Deus, inimigo do povo, o qual estava disposto a esquecer todas as ofensas dos homens por que Ele mesmo tinha morrido por isso. Essa atitude de Deus era algo amoroso, humano, sincero. Isso cativa, transforma, faz uma metanóia, uma mudança na alma. Mas isso não tem lucros financeiros, isso não cria súditos cultuais. Haja vista que o Evangelho quebra a idéia de Sacerdócio cultual, e todos os sacrifícios propostos pelas seitas religiosas. Esse Evangelho prega um único Deus, o Deus desconhecido! Como ficaria os outros deuses que davam dinheiro através dos artesanatos idolatras, adivinhações, bacanais, glutonarias, as especiarias para sacrifícios compradas em nome dos deuses, como ficaria os templos, os dízimos (os pagãos também davam dízimos aos seus deuses). O Evangelho acabaria com toda essa mercantilização da “fé”.

Para os Gregos, era um verdadeiro escândalo esse negócios de cruz, Deus descendo dos Céus, se transformando em homem e morrendo, e pior ressuscitado. Era verdadeiramente, um suicídio intelectual e científico. Era um insulto a sua ciência e filosofia. Não tinha nada para refletir, só viver! Não tinha dicursos sem fim. Estava tudo consumado! Eles queriam viajar na maionese. Filosofar, mesmo que a filosofia não trouxesse nenhuma esperança de vida eterna, era algo surreal para eles. Para eles era melhor sua mitologia poética e fantasiosa, do que crer em algo desse tipo, e muito mais concreto e verdadeiro.

Para os romanos, os quais detinham o poder político da época. Era totalmente ameaçador. Imagine, o “movimento” crescendo, expandido e ultrapassando fronteiras, ganhando adeptos, ganhando autoridades, ganhando forças. Tirando que era uma afronta a sua cultura politeísta, voltada à sexualidade libertina, a adoração ao imperador e autoridades constituídas.
Os cidadãos que criam no Evangelho, automaticamente criavam resistência às autoridades (por isso que Ap. Paulo orientar ao respeito as autoridades constituídas em Rm 13). O povo tinha uma grande resistência e imaturidade ao que se refere ao Evangelho, mas o Apóstolo Paulo com toda paciência tenta orientar a galera a cerca da cultura, religiosidade pagã, e outras coisas concernente à cultura do povo romano.
Com tudo isso os Imperadores romanos sentem-se ameaçados por esse povo. O povo não quer se dobrar aos pés do Imperador. Coisa que era normal, pois todos tinham o Imperado como Deus. É daí que vem os codes nomes de alguns como Augusto(venerado, adorado) e outros mais.
Os Imperadores começaram a perseguir esse povo que crescia mais que coelhos na época de reprodução. Fizeram vários decretos para fazerem esse povo retroceder. Mas parecia que nada dava certo. Teve o Nero que forjou o incêndio para culparem o povo, mas quanto mais morriam, mais se nascia pessoas que crescem nessa Palavra.

Até aí, tudo era Evangelho. Pessoas morriam por amor a Cristo, isso não tinha nenhum fim lucrativo. O que falava mais forte era o amor. Era o CAMINHO do Evangelho no coração do homem. Sem fins lucrativos e sem síndrome de ganhar o mundo e estabelecer uma religião superior. Mas O Espírito Santo falando ao coração do homem pela sutil pregação do Evangelho.


Agora vamos dar um giro de 180º...

“Agora prevalece o ditado popular:” Se não consegue vence-los, junte-se a eles...

É, foi isso que aconteceu... Aí que a bagunça começa...

Os Imperador Constantino, vendo que não conseguia “vencer ao povo”, estabeleceu que agora todos vão ser esse “povo”.

Constantino, estabeleceu que o Império Romano todo fosse “Cristão”. Foi um verdadeiro golpe dando beijos e alisando a cabeça!

Estabelecendo o “Cristianismo” como superior, universal (Católico), ele estava dando um tiro mortal sem precisar fazer forças. Agora, todos são de “Jesus”, e “Jesus” tem que ser adaptado a todos. (Em outra matéria falarei mais sobre essas adaptações).

A partir desse instante, Jesus se tornou o templo, e o Cristianismo soberano. O nome de Jesus se tornou o Islogan das matanças, quebra de cultura, imposição doutrinaria humana, temporal e etc.
A “Cristocentria” era a política da hora, tendo em vista que Cristo era “patenteado” por essa igreja chamada universal ou Católica (acho que isso te fez lembrar alguma coisa!). O povo tinha que se dobrar a todas as apetites totêmicas, pagãs, barganhagem e outras coisas piores em nome de Deus. Pois estava estabelecido que Deus era o templo, a religião. E fora dela, Deus não existia. (Veja se não é a mesma posição dos judeus, e se as vendas e barganhas em nome de Jesus, são coisas pagãs?) .

Instalou-se a síndrome do Pink e Celebro(Vamos ganhar o mundo!). Todos serão Cristãos. Vamos fazer cruzadas, matar pessoas, ganhar dinheiro, poder, fama. A verdadeira síndrome de BABEL(confusão!).


Mas um dia a alma cansa...


Vamos dá um giro de 90%, mas depois retrocede mais 90%!

Reforma Protestante... Oba.


A igreja Católica “detinha” a palavra de Deus, mas conhecida como Bíblia Sagrada. Era a única que tinha a certeza absoluta de Deus. Automaticamente todos tinham que acreditar em sua palavra. Mesmo não usando quase nenhuma palavra contida ali. Ninguém mais tinha acesso aos escritos da Bíblia, o povo era tido como leigos e os sacerdotes sábios e doutores. A bíblia era na versão latinha, grega e hebríca, e algumas palavras em aramaico. Isso dificultava mais ainda.

O inferno era o ponto cume da pregação do “evangelho” Católico romano. O povo não cria mais no amor de Deus pelos homens, mas sim no medo de ir para o inferno.


Um monge, com o desejo imenso de conhecer as escrituras sagradas (bíblia), começou a perceber em suas pesquisas, que tinha algumas coisas divergentes do Evangelho da bíblia pregada pelos Apóstolos, para o “evangelho” pregado pela a igreja.
A igreja pregava justificação por obras e por barganhas. Quem pagava era perdoado. A Salvação não era mais pela fé em Cristo, mas sim por uma boa quantia em dinheiro ou bens.

Esse monge, se revolta. Ainda temeroso, e com a síndrome do medo de estar contra Deus. Tenta questionar toda essa situação.

Resumindo. Ele é excomungado, tido como criador de seita, e de uma reforma. A qual até hoje não surtiu efeito nenhum no coração daqueles que se chamam protestantes!

Por que não surtiu efeito?

A luta da reforma não era uma afronta a nós mesmos, mas somente a igreja universal (Católica). O verdadeiro Evangelho, leva ao homem a mudança do seu ser através do conhecimento de Deus em Jesus Cristo. Mas não foi isso que a Reforma fez, mas um PROTESTO somente.

O Protestantismo lutou contra o PAPADO, mas manteve os papinhas, mas chamados como pastores ou sacerdotes. Os Luteros, Calvinos e etc. Hoje está pior. Temos um monte de apóstolos, bispos, e outros que se intitulam detentores das revelações de Deus.

O Protestantismo brigou contra a paganize sacerdotal mediadora, mas manteve os pastores sacerdotes que detem o conhecimento de Deus mais do que os leigos (platéia).

O Protestantismo brigou contra as indulgências e barganhas Católicas, mas deixou os dízimos para alimentação dos sacerdotes pastores. Como se os pastores fossem sacerdotes da igreja. Como se a igreja-templo construído por mãos de homens, fosse a morada de Deus!

O Protestantismo brigou contra a escravidão, e lançamento de pessoa para o inferno. Mas até hoje o ponto central da pregação protestante é o inferno e o diabo.

O Protestantismo brigou contra falácia da justificação pelas obras pregadas pelos Católicos, mas manteve a legalidade e justificativa por meio de obras, como roupas, comida, bebidas, músicas, não faça isso, não faça aquilo e etc.

O Protestantismo lutou contra a síndrome de ganhar o mundo pela forma Católica (cruzadas), mas até hoje sonha em acabar com todas as religiões por meio de sua APOLOGÉTICA (defesa da “fé”), condenando centenas de pessoas que não acreditam em sua doutrina, ou costumes.

Martinho Lutero questionou o Cânon sagrado, retirando alguns livros que ele não achava que era inspirado, e até questionando e não crendo na epístola de Tiago, por causa da justificação pelas obras. Mas até hoje, o protestantismo mantém a idéia de que a bíblia é algo esotérico, mágico e místico. Acham que tudo de 2000 anos atrás tem que ser aplicado na vida de pessoas culturalmente, intelectualmente, evolutivamente diferentes, sem se quer respeitar a cultura, a primitividade do povo que se encontra nos textos. Não olham o Espírito do Evangelho, só a letra das escrituras. Esquecendo da liberdade libertadora do Evangelho somente.

O Protestantismo brigou contra a idolatria Católica, mas mantiveram seus heróis na fé, seus óleos ungidos, águas do Jordão, sal de Israel, caixinhas de promessas, altares em templos e etc.(No Evangelho não se tem altares, pois Deus não mora no galpão alugado ou comprado por nós, isso é coisa pagã que entrou no meio da “igreja”).

O Protestantismo brigou pela Graça que os Católicos não pregavam, mas manteve a idéia de que fora da igreja protestante não há Salvação. Anulando assim a Graça, e reduzindo ao proselitismo religioso.

O Protestantismo brigou com os Católicos por causa do partidarismo de Deus, e manteve a idéia de que não sendo Protestante Evangélico, O “cara” não tem Deus, pois Deus é da igreja Evangélica Protestante. Patentearam Deus, e Deus se tornou um boneco comprado na esquina, com nota fiscal comprovando que é de quem comprou.

O Protestantismo brigou pela Graça multiforme de Deus, mas manteve a idéia de doutrinação, formatação, de crente feito em séries. Ou seja, para ser de Deus, tem que todo mundo ser igual, vestir mesmas roupas, ter os mesmos gostos, ir nos mesmos lugares e etc.

O Protestantismo brigou por causa do purgatório, mas fazem seus adeptos viverem no inferno existencial, e mental aqui na terra. Dizendo que eles não são mais do “mundo”. Por isso não se pode fazer, vestir, pegar em nada que o pessoal do “mundo”.(Isso deixa o individuo totalmente fora de órbita, descolorado, desqualificado em alguns assuntos, e totalmente desconexo com o mundo(cosmos). Isso instala uma série de doenças no individuo, e um monte de complexos e pulsões, traumas e outras coisas que tratarei em uma outra oportunidade. Pois, privam-se de coisas essenciais a sua alma, o qual nunca foi pecado, mas legalísmo religioso, mandamentos humanos, os quais só fazem mal, e não santifica em nada). O individuo tem que fazer parte do ambiente que ele vive. Jesus falou que não somos do mundo, ou seja, não somos mais influenciados por esse pensamento, sentimento ou fluxo. Mas Jesus falou que não queria que nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal!
Vivem como uns verdadeiros ETs em nome de “Jesus”, sem viverem nada essencial para a alma, ou seja, as coisas básicas humanamente falando. Como: beber, comer, se divertir, amar... Viver. Isso trará várias conseqüências catastróficas futuramente, como: depressões, baixa auto-estima, arrependimentos e etc.


O Protestantismo brigou tanto contra a politicagem burguesa do Catolicismo romano, mas hoje eles desejam ter um mundo protestante. Com escolas protestantes, prefeitos protestantes, professores protestantes, presidente protestante, TVs e rádios protestantes. O pior, que eles tem políticos protestantes que não fazem a menor diferença, TVs que não fazem a menor diferença. Mas eles querem conquistar o mundo.

O Protestantismo brigou contra a venda de especiarias “santas”, e objetos milagrosos, mas mantém isso de maneira sutil, como venda de sal “santo”, rosa da prosperidade, óleo ungido fora da ideologia bíblica, campanhas de prosperidades, dízimos em troca de benção, ofertas para quebrar a pobreza, venda de pregações abençoadoras, livros reveladores, músicas com unções e etc.(Pior que agora tocam até Shófar novamente! kkk...)

O Protestantismo brigou pela idéia de que o “mundo” somente era uma influencia interior no homem como Jesus falou, mas voltou atrás, dizendo que mundo é um endereço fora da "igreja". Então inventaram o clube evangélico, o cinema evangélico, a festa evangélica, a roupa evangélica, a sorveteria evangélica e etc. Isso nada mais é que um monte de sal dentro do saleiro, ou seja, não salga nada e nem ninguém. Pois só andam no meio do sal. E sal não salga sal! Mas Jesus nos chamou para salgar. E pra isso, o sal tem que se misturar.

O Protestantismo brigou pela Paz que Cristo falou que dava, mas mantém seus adeptos com o medo do inferno, do pecado constantemente em seus corações, não tendo assim Paz com Deus. Pois Deus é uma espécie de individuou acusador, que está de olho só querendo ver quem é o primeiro a pecar para acusar e condenar ao inferno! E automaticamente não serão libertos de suas pulsões. Pois, somos libertos mediante a convicção de que Cristo nos perdoou de todos os nossos pecados, os de ontem, o de hoje, e o de amanhã. Ou seja, está consumado!

O Protestantismo brigou contra as cruzadas Católicas e Concílios, mas voltou atrás, fazendo cruzadas evangélicas e congressos para planejar a conversão do mundo.

O Protestantismo brigou contra a detenção da palavra de Deus, e cria que Deus é que se revela ao homem através de sua Palavra. Não precisando assim que ninguém o ensine. Mas voltou atrás, inventando as revistas das EBDs, Livros de como caçar a Deus, conhecer a Deus, buscar a Deus, agradar a Deus e etc.


Então, podemos perceber que o Protestantismo Evangélico, nada mais é que um grito surdo. Não adiantou nada. Foi uma verdadeira adaptação do Catolicismo romano com todas as suas barganhas e paganizes. A única diferença é que os Católicos matavam e lançavam o povo no inferno sem a Bíblia, e o Protestantismo justifica suas matanças infernais nas escrituras de maneira sutil e doutrinada.

Deixo essa reflexão:

FICAREMOS COM O PROTESTANTISMO NEURóTICO COM SÍNDROME DE GANHAR O MUNDO, O CRISTIANISMO HISTÓRICO DONO DO UNIVERSO, OU O EVANGELHO DE CRISTO? O qual é singelo, simples, eficaz, sem síndromes, sem pretensões de ganhar o mundo, mas ganhar os homens através do amor que está no Filho de Deus, o Cordeiro imolado para remissão dos nosso pecados?

Paz, e Graça a todos.



Delson Santana

Você é Carnal, ou Espiritual?

É normal vermos a expressão, Você é Carnal ou Espiritual. Isso acontece principalmente no meio evangélico. O irmão é carnal, o irmão é espiritual!

Quando era “pequeno”, e tinha pouca compreensão das escrituras, e com a mente formatada pela auto justificação puritana da religião a, qual eu defendia. Pensava que estar na Carne se referia simplesmente está errando, pecando, andando com roupas que não fosse burca, com brincos, e tudo aquilo que os religiosos prezam como santificação. E que ser Espiritual, nada mais era que mim auto flagelar, não comendo, bebendo, vestindo, pegando, assistindo e etc. O qual o Apóstolo Paulo fala em Co 2 : 20-23, que só tem aparência sabedoria em devoção voluntária, humildade, disciplina do corpo, mas não santifica em nada.

Posso me lembrar que na minha época da mocidade, até brincava(julgava) com/os irmãos falando quem era mais carnal, ou espiritual. Como se existisse um Santometro para ver quem era mais ou menos espiritual.

O que irei falar, terá em base o texto do Apóstolo Paulo aos gálatas, no capitulo 3.
Paulo que fala sobre essa carnalidade e espiritualidade, o qual ao decorrer do “cristianismo” foi tomando conotações errôneas. Mas aqui iremos tentar esclarecer o assunto.

Paulo enfrenta um problema com o pessoal da Galáxia, os quais estavam sendo influenciados pelos judeus convertidos ao “cristianismo”(Cristo). Esses judeus, pensavam que o “cristianismo” era somente uma extensão do judaísmo, e que todos que se convertessem, teriam que fazer as praticas Legais e Mosaicas, os quais os judeus se baseavam para sua justificação.

Paulo repreende veementemente aos gálatas por terem cedido aos judaizantes, os quais queriam que eles voltassem a praticar as obras da Lei.

No vs 2, Paulo faz uma pergunta o qual ele diz que os gálatas começaram pelo Espírito, e agora acabaram na Carne.

Para Paulo, andar na Carne, nada mais era do que andar na Lei, e andar no Espírito, era andar na Graça!

Como isso?

Na Lei, ou Ordenanças. O individuou não é justificado por Deus, mas sim pelos seus atos, suas obras.

Na Graça, o individuou é justificado por Jesus Cristo pela sua morte na Cruz, tendo assim seus pecados perdoados e deixando de ser inimigo de Deus, pois a Deus não deve mais nada.

A bíblia nos relata que ninguém será justificado por obras, mas sim pela justificação(fé) em Cristo. Ou seja, Cristo Jesus pagou a nossas dividas diante do Pai.
Mas pela Lei, nunca seremos justos diante de Deus, pois todos pecaram e carecem da Glória de Deus.

O Apóstolo Paulo no capitulo 5, explica algo mais profundo sobre essa vivencia na Graça e não na Lei.
Paulo que Temos uma Liberdade, a qual Cristo nos libertou, e ñ devemos mais voltar para a escravidão da Legalidade. Mas que a única Lei, é a Lei do AMOR, o qual desinstala qualquer tipo de doença na alma.
Se alguém vive debaixo da Lei, ou Ordenança, se instalam doenças em sua alma, tendo em vista que elas nunca poderão se justificar pelos seus atos, pois debaixo dessa Lei, por ser algo pesado para a alma. Não tem nenhum ser que consiga vivenciá-la perfeitamente. Então a Lei mostra quanto o homem é imperfeito, e injusto diante de Deus.

Esse abrir de olhos diante do pecado, cria uma neurose infernal na alma do homem, o qual transforma em doenças como: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas. Pois a alma do homem precisa ser liberta e pacificada por Deus!

Nós só somos pacificados por Deus, quando entendemos que a cédula que era contra nós já foi rasgada e o nosso pecado não mais imputado. Aí é retirado, sarado de nós as pulsões carnais, instalando e florescendo assim o fruto do Espírito Santo, o qual flui através do amor que reconhecemos de Deus por nós, dando assim ao seu filho na cruz para remissão dos nosso pecados. Aí entendemos que devemos amar uns aos outros.

E quem ama, não mata, não furta, deseja a mulher do seu próximo e etc.

Errar, todos irão, pois o Apóstolo João já dizia que quem diz que não peca, faz Deus mentiroso. Mas mesmo pecando, temos a certeza de que o sacrifício de Jesus foi suficiente para o pagamento de todos os nossos pecados, o que já cometi, o que cometo, e o que vou cometer.

Mas com essa vivencia na Graça de Deus, essas pulsões vão deixando de existir!

Andar em Espírito, nada mais é que encarnar e aceitar a Graça de Deus em nossas vidas!

Delson Santana.